na tristeza do meu tempo
do vazio que construo
busco em estranhos comportamentos
a pureza de um sonho
sonho aberto, sem restrições
distorço os limites, crio monções
chuva em sol, no céu limpo, trovões
e me entranho, perante arranhões
em meio de um campo com cem mil canhões
esperando o momento exato do cessar
com uma única flecha para arremessar
e num ímpeto do meu desespero à soltar
até seu peito sangrar
e antes do último suspiro
contemplar um nosso olhar
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